



O Goitaense: Onde o Senhor nasceu?
Pe. João Ribeiro: Nasci no sítio parari
OG: Os seus pais tiveram quantos filhos?
Pe. João: Eu sou o segundo de oito filhos.
OG: E no seminário, como foi a sua vida?
Pe. João: Sacrificada pela pobreza e a saúde debilitada. Aprendi muitas coisas boas, o seminário foi a escola onde me preparei para o ministério.
OG: O Senhor na época de seminarista estudou no mosteiro de São Bento de Olinda?
Pe. João: Estudei durante seis anos. Foram dois anos de Filosofia e quatro anos de Teologia.
OG: Um momento marcante no seminário?
Pe. João: A revisão de vida, o coordenador apresentava o comportamento de todos os seminaristas.
OG: Quando o Senhor foi ordenado Padre?
Pe. João: No dia 15 de agosto de 1991.
OG: E depois de ordenado sacerdote, quais foram as paróquias que o senhor atuou?
Pe. João: Atuei um ano como diácono e mais ano como Pároco de Limoeiro/PE, 16 anos de sacerdócio na cidade de João Alfredo/PE, e no dia 26 de Março de 2008, Fui nomeado Pároco da Glória do Goitá/PE.
OG: Durante a sua vida sacerdotal, qual foi o melhor acontecimento?
Pe. João: O melhor acontecimento acontece todos os dias quando celebro a santa missa.
OG: E a maior dificuldade?
Pe. João: A minha saúde, e a preocupação de está sempre preparado para responder as indagações dos nossos tempos.
OG: Se não fosse Padre, seria?
Pe. João: Seria Professor.
OG: O que o Senhor espera dos paroquianos da Glória do Goitá?
Pe. João: Eu espero coisas boas porque o povo é bom, generoso e existe uma consciência missionária muito boa com a paróquia.
João Francisco dos Santos (Glória do Goitá, 1900 — Rio de Janeiro, 1976) mais conhecido como Madame Satã, foi um transformista brasileiro, personagem emblemático da vida noturna e marginal do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX. Criado numa família de 17 irmãos, João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para Recife, onde viveu de bicos. Posteriormente, mudou-se para o Rio, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Mas há quem diga que foi cozinheiro de mão-cheia. Foram fatores de sua marginalização o fato de ser negro, pobre e homossexual.
Dotado de uma índole irônica e extrovertida, Santos logo pegou gosto pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de-rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. DeMille.
Era freqüentador assíduo do bairro da Lapa, (reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou de agressão.
Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao presídio da Ilha Grande. Freqüentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Exímio capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros.
É considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX.
Faleceu logo após a sua última saída da prisão.
No ano de 2002, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva o também o nome de Madame Satã, que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.